
O que uma pessoa fazia e o que acontece agora, na ordem em que acontece.
O cálculo saiu da planilha e virou processo com histórico. O ganho de tempo é consequência; o ganho real é poder responder "por que esse número deu isso" seis meses depois.
Volume, pessoas envolvidas e o que estava em jogo.
Cada pedido de venda gerava uma planilha montada à mão: dados copiados do OMIE, custos digitados, comissões e royalties em fórmula fixa, alíquota cravada no meio da célula. Cerca de 30 minutos por pedido.
Dois problemas piores que o tempo. Sem versionamento: mexer em uma comissão corrompia o cálculo de pedidos antigos. Erro silencioso: um dos pedidos carregava um #ERROR! na linha de "Custo de Operação" havia meses, e ninguém tinha visto.
Compliance, legado, auditoria e prazo.
O OMIE continua sendo a fonte de verdade de venda e de custo. O sistema não podia substituí-lo nem exigir migração.
O sistema precisava conseguir explicar qualquer número que produzisse, meses depois, com as regras já alteradas.
O sistema e por que essas escolhas.
Cinco camadas com dependência em uma direção só. O motor de cálculo é puro: sem banco, sem rede. Roda em milissegundos, o que permite verificar os casos de referência a cada alteração do código.
Dinheiro em Decimal e NUMERIC(18,4), nunca em ponto flutuante. Datas em UTC, convertidas só na borda. Separação por cliente desde a primeira linha.
Recalcular cria registro novo, nunca sobrescreve. E o registro guarda uma cópia integral das regras aplicadas — não uma referência a elas.
Regra nova vale para DRE nova. O passado não muda sozinho.
DRE por pedido. O momento é o teste-âncora travando o deploy quando o centavo não bate.
O que acontece quando o sistema não tem certeza.
Receita, custo e imposto de cada um precisam bater ao centavo ou o sistema não sobe. Se um teste-âncora quebra, corrige-se o motor, não o teste.
Um dos dois casos de referência tem prazo zero — data da nota igual à do vencimento — e portanto custo financeiro zero. Era exatamente esse caso que aparecia como #ERROR! na planilha antiga. Hoje é caso de teste obrigatório.
Não é um ERP.
Não gerencia estoque, contas a pagar e receber, nota fiscal ou compras. Isso continua no OMIE.
Antes e depois, com a amostra declarada.
por pedido, em planilha, sem histórico e com erro de fórmula não detectado
processo versionado, auditável e refeito em segundos
por mês de infraestrutura, em produção plena
O ponto definido em que a decisão é de uma pessoa.
Fórmula de imposto, mudança no formato do histórico e a distinção entre comissão sobre custo e sobre receita são zonas de revisão humana obrigatória, declaradas no repositório.
Método, não sorte.
Toda conversa começa por um diagnóstico do processo, não por uma proposta de ferramenta. Se o melhor caminho for o mais simples, é isso que vamos dizer.